Ottawa (82)Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

 

Flores não decepcionam,

Mesmo ao limiar do chão.

Nuvens, também, nem se

Rebanho de carneirinhos.

 

Madeixas, elos.

Ela, de tantos nós,

Timelines entre nós,

Curtições de galáxia.

 

A brasileira vai a Marte,

Ida sem volta a Rondônia.

Marte, Deus da Morte.

Oh! Minha flor! Quero dormir.

 

Onde irás reviver tua infância

Nas ondas de um Planeta?

Que Eros tu imaginas

Se ainda não me exploraste?

 

Oh! Linda! Quero o teu faro.

Pelo menos, sonho de ser

Teu predileto fauno,

Teu cheiro de bem-me-quer.

 

Fica um tanto desconjunto

Vivermos seres cibernéticos

Tão distantes e tão telas.

Tu, com acenos de escafandro.

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