Fotos retratam as ruínas da jovem Capital Federal

Com pouco mais de meio século de existência, Brasília já conta, infelizmente, com suas ruínas. Muitas delas fruto do descaso do poder público, mas também em decorrência da falta de civilidade de alguns brasilienses.

Os fotógrafos do Coletivo Punctum Arthur Monteiro, Henry Macário e Isabela Lyrio registraram a realidade de pioneiros da construção de Brasília, a abandonada piscina de ondas do Parque da Cidade e a deterioração da W3 Sul.

O resultado é um trabalho recheado de memórias e interferências provocadas pelos próprios moradores das cidades. 

O projeto usa a fotografia como ferramenta e como o próprio objeto a ser fotografado. 

Leia também:

Tudo começou com cada um dos fotógrafos documentando um tema de sua escolha:

Arthur teve como foco os pioneiros; Henry, a piscina de ondas; e Isabela, a W3 sul. Dezoito dessas fotografias foram ampliadas em grande formato e coladas em locais públicos, em várias cidades do DF, em agosto de 2014.

Durante os nove meses seguintes, os artistas fotografaram o desgaste das imagens nas ruas e registraram a receptividade às imagens e sua deterioração com o tempo.

 Subjetivamente, exploraram as sutilezas de seus temas, com poesia, beleza e realidade, einvestigaram o processo de transformação da cidade graças à intervenção de seus moradores.

Deterioração das calçadas em pedra portuguesa da avenida W.3 Sul.

“Brasília é uma cidade nova, mas tem suas (muitas) ruínas. Essas paradoxais ruínas precoces levam a pensar na história da capital e nos contrastes entre utopia e realidade. Mas instigam, também, reflexões que vão além do concreto. Uma delas é a formação das memórias afetivas e seu papel na construção das nossas visões – sempre plurais – da realidade”, afirmou Usha Velasco, curadora da exposição.  

Depois de passar pelo Plano Piloto, inicia se a itinerância da exposição Ensaios sobre o Tempo, que retrata as ruínas da jovem capital brasiliense, sua história e os contrastes entre utopia e realidade. A jornada começa em Taguatinga, na Galeria Olho de Águia. 

Depois de Taguatinga, a exposição segue para outras quatro regiões administrativas (Planaltina, Vila Telebrasília, Núcleo Bandeirante e Candangolândia). Na página do projeto pode-se acompanhar a agenda de atividades.

O projeto foi concebido pelo Coletivo Punctum, formado em 2007. O livro resultante do projeto estará à venda no local da exposição.

Serviço:

Ensaios sobre o Tempo

Data: 22 de julho a 10 de agosto 

Local: Galeria Olho de Águia – Cnf 01 Ed. Praiamar – Bloco D loja 12 – Taguatinga Norte

Horário de funcionamento: Terça a sabado, das 14h à meia noite.

Anúncios

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Brasília - DF, Cultura, Desenvolvimento Urbano, Distrito Federal, Fotografia, Intervenções Urbanas, Plano Piloto, Urbanismo e marcado , , , . Guardar link permanente.

4 respostas para Fotos retratam as ruínas da jovem Capital Federal

  1. Pingback: Brasília e suas cicatrizes | Brasília, por Chico Sant'Anna

  2. Pingback: Brasília Minha: um portal para a memória candanga | Brasília, por Chico Sant'Anna

  3. Pingback: Qual a origem dos nomes das cidades do Distrito Federal? | Brasília, por Chico Sant'Anna

  4. Pingback: Construção de Brasília: uma história de exclusão feminina | Brasília, por Chico Sant'Anna

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s