PratoPor Ana Rossi

Lembrando a estória da cigarra e da formiga,
de Esopo, e contada no século XVII por
 La Fontaine, versão brasileira

 

 

A galinha pintada de branco e amarelo,

com seus doze pintinhos todos bem

amarelinhos, corriam a brincar ; quantos

pintinhos : de comer a todos eu preciso dar.

 

e assim, ciscando, ciscando, ela viu um grão

de trigo no chão ; gato, você me ajuda a plantar

o trigo ? eu, miaaaaauuuuu, tô descansando!

e a galinha, sozinha, semeou os grãos de trigo

 

e assim, ciscando, ciscando, ela viu o pavão:

pavão, me ajuda a cortar as espigas ? eu ?

não! não! não! não tenho tempo tempo não,

e a galinha, sozinha, colheu todo o trigo.

 

e assim, ciscando, ciscando, a galinha foi

para o moinho, moer o trigo ; seu cachorro,

você me ajuda a moer o trigo? eu ? uauaua, não,

estou muito ocupado ; e a galinha moeu o trigo.

 

e assim, ciscando, ciscando, quando ela saiu

do moinho, ela encontrou um porquinho ; olá,

seu porquinho, você me ajuda a amassar o pão?

não, fico aqui na lama ; e a galinha amassou o pão.

 

e assim, ciscando, ciscando, foi para a cozinha, mas

o forno era alto: seu marreco, me ajuda a acender o

forno ? eu, não, estou ocupado, e a galinha pegou as

caixas, subiu em cima dela, e então acendeu o forno.

 

e, aí, um cheiro bom começou a sair do forno, e de

repente, toda a bicharada estava lá batendo na frente

do galinheiro, quero um pedaço, eu também, eu também,

eu também ; ah é? quem não labuta, também não papa. 

Anúncios