Fábula da semana: Encantamento nº 13: Boitatá

Candidatos do Psol no Boi do Teodoro (43)Por Ana Rossi. Foto de Chico Sant’Anna

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Um dia, na calada da noite, começou a chover,

a chuva foi tanta, e durou tanto tempo que o

dia não amanheceu mais, e tudo ficou escuro,

o silêncio tomou conta do mundo inteiro…

 

Aí, ouviu-se um barulho, a chuva caiu, caiu,

e foi tamanha água que os rios subiram e

inundaram a floresta… mas, sem nadar, era

morte na certa, a correnteza faria o resto,

 

mas uma cobra se escondeu num buraco,

e escapou do aguaceiro; na falta de luz,

seus olhos cresceram, seu corpo longo

perdeu a cor, e ela ficou transparente !

 

Depois de muito, muito, muito tempo, o sol

reapareceu, o dia clareou, o céu azulou, e a

água abaixou; a cobra quis sair da toca onde

ficara escondida daquele todo aguaceiro;

 

mal ela colocou a cabeça para fora, ela voltou

para o esconderijo, ela não conseguia abrir os

olhos que tinham ficado enormes ; saia à noite

apenas para caçar ; era a cobra grande boitatá!

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Cultura, Folclore, Literatura. Bookmark o link permanente.

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