Fábula da semana: nosso guaraná !

MataPor Ana Rossi

Há muitos anos atrás, muitos anos mesmo,

havia muita fome numa aldeia de índios, não

chovia há muito tempo, e a seca estava lá,

as árvores não davam nem mais um coco!

 

Os pássaros não cantavam mais ; nos rios,

nenhum peixe, e nas matas, tudo era silêncio,

aí, nasceu um curumim de olhos redondos ; e as

árvores se esverdearam, os peixes voltaram !

 

E o curumim cresceu, cresceu, muito amado,

mas jurupari, o espírito do mal, muito cruel,

não estava nada feliz ; todos contentes ?

era preciso acabar com toda aquela felicidade !

 

E o curumim, foi à floresta colher frutos, foi

andando, andando muito distraído, e brincou

com os filhotinhos do tatu, do bicho-preguiça,

e, traiçoeiro, jurupari, virou cobra, e o mordeu !

 

Deram falta do curumim ; procuraram por

toda parte ; e depois o encontraram deitado

no chão, sem vida ; parecia dormir ; quando

o encontraram veio um grande trovão, tupã !

 

E choveu, choveu, choveu, sem parar dias afins ;

e um raio caiu perto do curumim ; enterraram o

menino ali ; dias depois nasceu uma planta nunca

vista, com frutos vermelhos e sementes negras

iguais aos olhinhos do curumim, era o guaraná !

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Cultura, Folclore, Literatura. Bookmark o link permanente.

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