Remadores no Paranoá Fotode PauloLopes Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Paulo Lopes

 

I

Choveu nas redondezas.

Mas, em minha volta,

Lição de espera.

II

Hoje, as pessoas

são mais bonitas.

A começar pelas joaninhas.

III

O arco-íris não veio,

mas a sua lembrança

já me acalmou.

IV

Muito improvável,

mendigos se beijando.

por um instante, nada pediram.

V

No lago, remadores.

Acima, andorinhas.

Para onde mesmo, eu ia?

VI

As aparências enganam:

ipês cobertos de neve;

fractais em pequizeiros.

VII

Você verá em segundos

flagrantes de generosidade.

Então, diga boa noite para a TV.

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