O Tribunal Superior Eleitoral -TSE aprovou na noite de terça-feira (29) o registro do PMB (Partido da Mulher Brasileira).

A sigla é o 35º partido registrado no País. Desde 2009, o grupo tenta a formalização como legenda junto à Justiça Eleitoral. A partir de agora, a sigla pode lançar candidatos às eleições municipais de 2016.

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A presidente nacional do PMB é, Suêd Haidar e, de acordo com o portal UOL, trata-se de uma agremiação de direita, contra a liberação do aborto e da maconha, mas favorável ao casamento gay.

“Sempre, em todos os momentos da minha vida, fui contra a liberação e descriminalização do aborto. Embora entenda que cada um tenha a sua posição, enquanto eu estiver no comando da legenda, o PMB não vai apoiar uma coisa dessas. Sou contra também, e falo isso de público, a legalização da maconha. A descriminalização é uma forma de liberar a droga”, afirmou a presidente do PMB ao UOL.

De acordo com a página do partido na internet, o PMB pretende lutar para que os interesses das mulheres sejam prioritários, além de garantir a igualdade entre homens e mulheres.”A balança da história está mudando. A força perde seu ímpeto e, com satisfação, observamos a nova ordem mundial que será menos masculina, mas permeada pelos ideais femininos ou, melhor dizendo, será uma era na qual os elementos masculinos e femininos estarão em maior equilíbrio”, justificou a direção da legenda.

Homônimo

A criação oficial do Partido da Mulher Brasileira elimina a possibilidade de uso da sigla PMB pelo Partido dos Militar Brasileiro, alvo dos esforços  do deputado federal José Augusto Rosa (PR-SP) – capitão da Polícia MIlitar de São Paulo, mas que ainda não foi submetido a deliberação da Justiça Eleitoral. Ao contrário do Partido Militar Brasileiro que pode pleitear o número 64 como legenda nas urnas, o PMB das mulheres o número 35.

pmb dfPMB em Brasília

O quartel general do PMB é no Rio de Janeiro, na Avenida Rio Branco. O Portal do PMB na Internet aponta links para os direttórios regionais do PMB no Distrito Federal, e mais doze unidades da federação: PMB no Rio de JaneiroPMB no AmazonasPMB no AmapaPMB em AlagoasPMB na BahiaPMB no Ceara,  PMB no Espirito SantoPMB no MaranhãoPMB em Minas GeraisPMB em PernambucoPMB em Roraima e PMB no Sergipe. Mas em todos eles o interessado era encaminhado para uma página com informe da inexistência da página regional.

Nas redes sociais, o nome da blogueira Ana Paula Neves, do blog Falando de Política, aparece como liderança do PMB candango. Ana Neves é conhecida pela sua PTfobia e por ser muito ligada a deputada distral Thelma Rufino, do PPL-DF. Thelma Rufino vem sendo alvo de investigação policial e é acusada inclusive de ter falsificado seu diploma de nível superior. Thelma teria tido seu nome vetado pela Rede de Marina Silva, mas é grande a possibilidade agora dela ir para o PMB.

TSE

Parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral de agosto aponta que o partido cumpriu os requisitos necessários para sua criação, entre eles a obtenção de 501 mil assinaturas de apoio, número superior ao exigido. O vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, deu o parecer favorável ao registro do partido.

O partido se define como grupo que nasceu da vontade de mulheres ativistas de movimentos sociais e populares que participam da vida política, “progressistas”, e de mulheres e homens que “manifestaram sempre sua solidariedade com as mulheres privadas de liberdades políticas, vítimas de opressão, exclusão e terríveis condições de vida”.

— Todos os partidos políticos têm mulheres, contudo a vida cotidiana de mulheres continua na mesma, dia após dia, ano após ano. Apesar do trabalho partidário perseverante de muitas mulheres, os interesses de mulheres nunca foram prioritários. Os progressos para garantir uma maior presença feminina nos lugares de decisão têm sido demasiado lentos. Se acreditarmos nos valores democráticos, não podemos excluir metade da população das estruturas do poder.

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