Clã Roriz: duas condenações em menos de 24 horas

Outubro deve ser o mês do inferno astral do Clã Roriz. Em menos de 24 horas, a família foi surpreendida por duas condenações na justiça.

A primeira foi emitida pelo Tribunal Regional do DF ao ver a rejeição, por unanimidade, das contas do PMN – Partido da Mobilização Nacional. Foi com o 33, número da legenda do PMN, que diversos membros do clã se lançaram nas eleições de 2014.

Em Brasília, o PMN é presidido pelo ex-governador Joaquim Roriz, que tem na sua vice, Jaqueline Roriz, enquadrada na Ficha Limpa no ano passado. 

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A segunda condenação foi emitida pela Primeira Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) no escândalo que ficou conhecido como o da Bezerra de Ouro. Junto com ele, foi condenado o empresário Nenê Constantino, dono da Gol e da Viação Pioneira, que opera linhas de ônibus  do BRT pra Santa Maria e Gama.

Os detalhes dessa segunda condenação, você confere abaixo na reportagem de Lilian Thahan, no portal Metropoles 

O ex-governador Joaquim Roriz foi condenado nesta quarta-feira (14/10) pela Primeira Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) no escândalo que ficou conhecido como o da Bezerra de Ouro. Como a sentença é de segunda instância, ele passa a figurar na lista dos políticos ficha-suja.

Em abril de 2014, Roriz foi absolvido em primeira instância pelo juiz Jansen Fialho, que havia considerado improcedente a ação dos promotores de Justiça. Mas o Ministério Público do DF recorreu e o TJDFT reformou a primeira decisão que favorecia o ex-governador. Na mesma ação, o empresário Nenê Constantino também foi condenado.

Os desembargadores que julgaram o recurso do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) foram Teófilo Caetano, Nídia Correa Lima e Simone Lucindo. O ex-governador pode tentar reverter a decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e até no Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação que condenou Roriz diz respeito a um cheque do Banco do Brasil (BB) no valor de R$ 2,2 milhões, emitido pelo empresário Nenê Constantino. O caso foi revelado em 2007, no âmbito das investigações da Operação Aquarela, do MPDFT, e acabou provocando a sua renúncia ao mandato de senador em julho daquele ano.

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Favorecimento
Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Civil em conformidade com o Ministério Público do DF apontavam na época um acerto entre Roriz e o empresário Nenê Constantino sobre a partilha do cheque de R$ 2,2 milhões. Os promotores consideraram que houve favorecimento no processo que também envolveu o Banco de Brasília, já que os recursos foram sacados por essa instituição financeira, a partir de um comando do então presidente Tarcísio Franklim de Moura.

Roriz se defendia alegando que a transação envolvia um empréstimo no valor de R$ 300 mil que contraiu com Constantino para a compra do embrião de uma bezerra na Universidade de Marília. A defesa do ex-governador vai recorrer da decisão.

Condenações


A absolvição em primeira instância no processo da Bezerra de Ouro sempre foi utilizada por Roriz para afirmar que ele nunca havia sido condenado em crimes contra a administração pública em toda a sua vida política.

No início deste ano, entretanto, o Tribunal de Justiça do DF surpreendeu o ex-governador, ao condená-lo, juntamente com as filhas Jaqueline, Wesliane e Liliane, por improbidade administrativa.
De acordo com a denúncia elaborada pelos promotores do Gaeco, eles teriam participado de um esquema para concessão de empréstimos no total de R$ 6,7 milhões a uma construtora.

Em troca, a família teria recebido 12 imóveis no Residencial Monet, em Águas Claras. Como a discussão foi em primeira instância, ainda cabe recurso.

História
Depois de governar o Distrito Federal por 13 anos intercalados (1988/1990, 1991/1995, 1999/2006), Roriz foi eleito senador em 2006. Iniciou o mandato em 2007 e renunciou cinco meses depois. A decisão foi justamente para escapar de um eventual processo de cassação devido ao escândalo da Bezerra de Ouro.

Candidato nas eleições de 2010 ao Buriti, desistiu de concorrer em meio ao debate, no STF, sobre a validade da Lei da Ficha Limpa para aquele pleito. O ex-governador escalou a mulher Weslian Roriz para disputar em seu lugar. Ela perdeu no segundo turno para o petista Agnelo Queiroz.

Com a doença do ex-governador (ele é diabético e doente renal crônico), o clã tem uma única representante na vida política local: a deputada distrital Liliane Roriz (PRTB).

A outra filha, Jaqueline, também foi enquadrada na Lei da Ficha Limpa e está inelegível pelo envolvimento na Operação Caixa de Pandora, porque foi condenada por receber dinheiro de propina para bancar a campanha eleitoral a deputada federal. O filho dela, Joaquim Roriz Neto, não conseguiu se eleger na campanha do ano passado à vaga de deputado federal. (Colaboraram Maria Eugênia e Manoela Alcântara)

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
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2 respostas para Clã Roriz: duas condenações em menos de 24 horas

  1. EU NUNCA VI BRASILIA NA SARGETA

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  2. EU ME APOSENTEI DIA 15 DO 06 DE 2015 E ATE AGORA O GOV NAO FEZ O ACERTO DE CONTA DA LICENÇAS DA EDUCAÇAO 100 FALAR NO TIKYES RETROATIVO DE 96 A 2000

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