Palmeira Imperial noturnoPoema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

 

Praia, tapete estendido de olhar

Teu corpo escultura de sol e areia,

Molde sonhado entre tons de lazúli,

Dispersa corola de nuvem e oceano.

 

 

Dali, quadro de rir entre rios surreais

De fantasia enquadrada em moldura,

Mania de ver em tudo lirismo;

Mito, acasalamento, Afrodite e Zeus.

 

 

Foi assim nosso rito de encanto,

Este que, à solta, designam quimera.

Outrora, chamava-se a isto flerte.

 

 

És, enfim, prova que vem do Nirvana.

Ele próprio, a te contemplar criatura.

E eu a te incluir nos princípios do mundo.

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