Paris L'operaPoema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

 

De repente, zagueiro, lance

Cabeceia bomba, já não é bola.

Logo, logo, gramado é campo,

Concentração de reféns.

 

Paris, para sempre,

Braçadeira de luto.

Nova forma de holocausto

E a mais covarde das lutas.

 

O que dizer a Deus

Dos que aterrorizam em seu nome?

Dizer que não se disse adeus

Às armas e ao sangue?

 

Ai de ti Paris, se não puderes mais

Ser a cidade-luz, capital de todos.

Há de se alfabetizar em qualquer sotaque

Que a Paz é a maior vingança, o melhor ataque.

 

Jamais seja assassino, em Paris

Ou qualquer lugar.

Seja Ele Javé, seja Ele Alá

Deixe Paris ser uma festa.

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