Alcântara Por do sol dez 2013 (133)Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

 

Quão vezes, aprovações.

Já não digo aplauso.

Um meneio,

Algo quase binário,

Pouco além do zero vírgula um.

 

 

Caprichosamente a noite será longa e desfolhada.

Qualquer pálpebra confirmará a presença

Dessa senhora sem corpo, insônia.

Vento? Mosquito? Passos?

Um avião… Seguiu.

 

 

Quão quietas louças,

A solidão almejada.

Vivo numa cidade sem sinos.

Bem que os alaridos não rissem

E que a minha própria sombra se furtasse.

 

 

Ah! Só mais quatro linhas,

Viro a chave, apago.

O silêncio, descubro, não é d’ouro,

É de branco-vazio-nuance-de-nada

Que o escuro cirze via agulha sem linha.

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