Aumento nas passagens de ônibus e de metrô pesaram no bolso do consumidor e fizeram a inflação candanga crescer acima da nacional.
Aumento nas passagens de ônibus e de metrô pesaram no bolso do consumidor e fizeram a inflação candanga crescer acima da nacional.

O ajuste fiscal adotado pela administração Rollemberg à frente do GDF repercutiu diretamente no bolso do brasiliense e concedeu a Brasília o triste título, dentre as capitais, de maior inflação de 2015. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), a alta do custo de vida medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) foi de 11,95%. Entre as sete capitais pesquisadas pela FGV, a capital federal foi a que teve a maior alta de preços.

A inflação medida em Brasília em 2015 é quase que o dobro da verificada em 2014. Em 2014, Brasília havia anotado uma taxa de inflação de 6,74%.

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Pesaram diretamente nesse resultado as decisões do GDF em aumentar os preços das passagens de ônibus e metrô, que subiram em média 40%, e também a elevação da energia elétrica fornecida pela CEB. Também teve alto impacto a alta da gasolina autorizada ao longo de 2015, passando de R$ 3,68 para R$ 3,79, em média, e em iguais proporções para o álcool combustível.

Dezembro

Entretanto, no fim do ano, o que mais pesava no bolso do brasiliense eram outros fatores. No último levantamento do ano, quando Brasília registrou alta de 0,97% (variação referente aos trinta dias encerrados em 31 de dezembro de 2015), os itens que mais influenciaram foram alimentação (1,78%), educação, leitura e recreação (1,56%), vestuário (1,3%) e saúde e cuidados pessoais (1,08%).

Inflação DF FGV

O núcleo da taxa de inflação de Brasília, medida pelo IPC-S em dezembro, registrou alta de 0,90%, um avanço de 0,03 (p.p.) em relação a novembro, quando a taxa ficou em 0,87%.

Brasil

No acumulado do ano, das sete capitais, o IPC-S registra alta de 10,53%. Todas as sete capitais tiveram, em 2015, inflação mais alta do que no ano anterior. Depois de Brasília, a segunda maior taxa em 2015 foi observada em São Paulo (11,58%), cidade que havia fechado 2014 com inflação de 5,67%. Porto Alegre também teve uma taxa maior do que a média nacional de 10,53% em 2015, ao acusar alta de preços de 10,85%.

As demais capitais ficaram com as seguintes taxas: Rio de Janeiro (10,44%), Belo Horizonte (9,67%), Salvador (8,61%) e Recife (8,27%).

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