museu soturno - bassul
Museu Soturno, foto de José Roberto Bassul, concorreu ao World Photography Organisation, dentre 230 mil imagens de fotógrafos de 186 países.

O nome da foto é Museu Soturno. O tema: o Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, clicado no início da noite de 28 de maio de 2015. O autor: arquiteto e urbanista, José Roberto Bassul. A foto “museu sombrio / gloomy museum” ficou entre as 40 “commended” (menção honrosa), na categoria Baixa Iluminação da Competição Aberta, do Sony World Photography Awards – 2016, promovido pela World Photography Organisation (WPO) e foi uma das escolhidas pelo juri.

Na mesma Competição Aberta categoria, oito outros brasileiros também tiveram seus trabalhos classificados. Em outra categoria, a de Jovens Fotógrafos (fotos singulares de iniciantes) outro brasileiro finalista.

Nesta edição do concurso concorreram 230 mil imagens de fotógrafos de 186 países. Desta forma, uma imagem de Brasília, feita por um residente na cidade que ainda tateia o terreno da fotografia é um grande feito. A imagem deve correr mundo, trazendo visibilidade para seu autor e para a Capital Federal. Afinal, trata-se de uma das mais disputadas competições fotográficas do mundo e que está na 9ª edição anual. Já certa uma exposição em Londres, na Somerset House, entre 22 de abril e 8 de maio de 2016. A exposição segue depois para outros países

Com tantas curvas e silhuetas na cidade, por que o Museu da República. Bassul explica que o que chamou a atenção dele foi o contraste das linhas futuristas do museu, já  escurecidas, com a discreta iluminação proveniente de uma antiga carrocinha de pipoca.

À frente da cena, a silhueta irreconhecível de um transeunte anônimo,  refletida no espelho d’água do edifício, acentua a distância que às vezes se estabelece entre a obra arquitetônica e as pessoas – complementa.

Esta classificação pode ser vista como um prêmio a um jovem que aos vinte anos, no final da década de 1970, trocou a fotografia pela Arquitetura e que agota, a partir de 2010, retoma gradualmente a atividade fotográfica, que se intensifica a partir de 2015, período em que passa a frequentar cursos e workshops de atualização e aprimoramento.

O concurso

O Sony World Photography Awards possui três competições paralelas: Profissional (séries fotográficas), Aberta (fotos singulares de profissionais ou amadores) e Jovens Fotógrafos (fotos singulares de iniciantes). A competição Aberta é dividida em 10 categorias: Arquitetura, Arte e Cultura, Natureza, Gente, Baixa Iluminação, Sorriso, Instante Decisivo, Viagem, Panorâmicas, Imagens Editadas, com corpo de jurados distintos

Em cada categoria, foram premiadas 50 fotografias, que serão expostas em Londres, na Somerset House, entre 22 de abril e 8 de maio de 2016. A exposição segue depois para outros países. O anúncio das 50 premiadas (40 “commended” e 10 “shortlisted”, grupo do qual sairão as vencedoras) da vencedora ocorreu no dia 23 de fevereiro. Os vencedores serão anunciados no dia 29 de março.

Nas categorias Profissional e Jovens fotógrafos, não houve brasileiros premiados. Já na categoria Aberta, há apenas nove brasileiros entre os 500 premiados, consideradas as 10 categorias. (um, dos nove, fotógrafos brasileiros está entre as 10 finalistas na categoria Gente: o fotógrafo paulista Alexandre Meneghini, da Agência Reuters, baseado em Havana, Cuba. Os oito demais receberam menção honrosa).

Bassul: de fotógrafo a Arquiteto, de Arquiteto a fotógrafo.
Bassul: de fotógrafo a Arquiteto, de Arquiteto a fotógrafo.

O fotógrafo

José Roberto Bassul é o único fotógrafo de Brasília entre os brasileiros nesta edição do concurso. Na edição anterior, o Sony World Photography Awards 2015, outro fotógrafo brasilense (Albery Santini, na categoria Arquitetura) havia alcançado o mesmo feito.

Arquiteto e fotógrafo, José Roberto Bassul nasceu em 1957, no Rio de Janeiro. Mora em Brasília desde 1960. Fotografou intensamente dos 16 aos 22 anos. Nesse período participou de concursos e exposições. Recebeu Menção Honrosa no concurso “Brasil, País Colorido” da Revista Realidade e no I Concurso Internacional de Fotografia para Amadores, promovido pelo GDF e pela Embaixada do Canadá. Em 1979, foi selecionado para a mostra “O Espaço Habitado”, promovida pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, e para a 3ª Mostra de Fotografia da Funarte, cuja comissão de seleção era composta pelos fotógrafos ZeKa Araújo, João Urban, Miguel Rio Branco, Ricardo Chaves e Bina Fonyat.

No início da década de 1980, abandona a fotografia e dedica-se à arquitetura e à legislação urbana. Foi profissional liberal, arquiteto do Banco do Brasil S/A e consultor legislativo do Senado Federal. Participou diretamente da elaboração do Estatuto da Cidade, lei sobre a qual publicou um livro. Presidiu o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/DF) e integra o Conselho Superior nacional da entidade. No governo Cristovam Buarque (1995/1998), presidiu a Terracap/GDF.

Foi considerado um dos fotógrafos “top-rated” no Lens Culture Exposure Awards 2015 e foi um dos 50 finalistas em sua categoria no 2016 Sony World Photography Awards.

Serviço:

Portal do concurso: clique aqui
A foto (do Museu da República no início da noite) está aqui:
Os selecionados estão aqui:

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