Taxis
GDF aumenta mais uma vez a corrida de taxi. Em três anos alta já é de 58,8%.

GDF aumenta mais uma vez corrida de táxi: em três anos, alta já é de 58,8%

Por Chico Sant’Anna

O DF passa a ter o segundo quilômetro rodado mais caro das capitais. Na Bandeira I, ele pulou de R$ 1,80, em março de 2013, para R$ 2,85, alta de 58,33%. Na bandeira 2, o quilômetro era tarifado em R$2,28 e, agora, passa para R$ 3,15, alta de 38,16%. A hora-parada valia R$ 20,00, agora: R$ 31,72; 58,6%, em três anos.

Mais uma vez, o GDF se rende à pressão dos taxistas e corrige os valores de bandeiradas e corridas acima da inflação. Em três anos, o custo da bandeirada de taxis na Capital Federal já aumentou em 58,8%.

Desta vez, o governo reajustou a tarifa em 16,23%. Em março de 2013, sob comando de Agnelo Queiroz, o valor da tarifa de táxi no Distrito Federal teve um reajuste médio de 23,52%. Em 2014, novo aumento: o governo autorizou reajuste geral do serviço de táxi em Brasília, em 10,48%. De março de 2013 até março de 2016, os valores da bandeirada pularam de R$ 3,30 para R$ 5,24. Uma correção acumulada de 58,8%.

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O quilômetro percorrido na Bandeira I pulou de R$ 1,80, em 16 de março de 2013, para R$ 2,85, alta de 58,33%. Já na bandeira 2, há três anos, o quilômetro era tarifado em de R$2,28 e agora passará para R$ 3,15, alta de 38,16%. O valor da hora parada, que em março de 2013 valia R$ 20,00, passa agora em março de 2016 para R$ 31,72. Um aumento de 58,6%.

Com esse reajuste, a bandeirada de táxi da Capital Federal só perde para o valor da do Rio de Janeiro. Quando o fator de comparação é o quilômetro rodado, Brasília também é a segunda mais cara, dentre dez capitais pesquisadas no portal Tarifa de Táxi, perdendo desta vez para Belo Horizonte (vide tabela).

Tabela taxi

A nova micro faixa cobre apenas a porta dianteira. Fotos: Chico Sant'Anna (no celular)
Vai ficar mais caro andar de táxi em Brasília

O governo de Brasília, ao autorizar o reajuste de 16,23% na tarifa de táxi do Distrito Federal, revela postura do governo atual que em nada muda em relação ao anterior. Ambos demonstram uma submissão à pressão política da categoria dos taxistas e ao mesmo tempo um descaso com o controle do custo de vida que vem afetando o poder de compra do brasiliense. Não é à toa que as taxas de inflação no DF estão entre as mais elevadas do Brasil.

O governo de Brasília tenta ainda disfarçar o impacto de sua decisão, ao afirmar que o último reajuste ocorreu em julho de 2014, mas não informa que nos anos de 2013 e 2014 os aumentos foram imensamente acima da inflação, chegando a um percentual de 36,5%, contra uma inflação no período de 9,47%, referente aos exercícios de 2013 e 2014.

O governo de Brasília também se omite ao não realizar a licitação para a concessão de novas licenças de taxistas. Cerca de 700 licenças aguardam para serem distribuídas, favorecendo o cartel que alguns grupos de motoristas de praça. Para o TCDF (Tribunal de Contas do DF), o número atual de 3.400 concessões de taxistas não atende à demanda, que cresceu ao longo dos anos. A concessão da última permissão, em 1979.

A quem interessa ter pouco táxis rodando na cidadade?

A quem interessa que o Uber não seja regulamentado?

 

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