Congresso no sol nascentePoema de Luiz Martins da Silva.
Foto de Ricardo Albuquerque Equipe Minha Capital.

 

Hoje, mais uma vez,

o morro não tem vez.

E, se alguém a tiver,

não estará de nenhum lado

de uma Esplanada de lágrimas.

 

  

Hoje, alguém morrerá.

E não será um banqueiro.

Sequer um banqueiro do bicho.

Acaso, alguém joga no bicho que vai pegar?.

Aposte na democracia, mas, ela não está na roleta.

 

  

Por mais que alguém aposte no placar,

o que der e vier, virá de mal a pior,

se não se mudar a letra do samba,

esse que se já sabe de cor,

quando o camaleão muda de tom.

 

  

Que ismo seria bom?

Fosse Parlamentarismo,

Teríamos tantos assentos,

poltronas, bancos, banquinhos

e até um cantinho ao rés do chão?

 

  

Não se iluda, irmão.

Mesmo sem estender a mão,

não leve nada contundente,

cuidado com o gás e com a pimenta.

Recupere o seu voto e vá a luta.

 

  

A História é meio cega

e, parece, não quer lente

para tantos olhos que tem

para o passado, mas, há de haver

nem que seja um para o presente.

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