caminhão estilizadoPor Luiz Martins da Silva

Hoje, pelo menos duas crianças estão tristes.
Eu, caminhoneiro frustrado, desde pequeno,
E a Sula, a Miranda, a voz das estradas
Entoada em toadas para bravos motoristas.

Mas, diga-me, você que está no comando,
Para que serve mesmo seu coração?
Por que não voltará para a família?
Acaso, sem casa, irmãos, mulher, filhos?

Oh! Meu finado, para que serve mesmo um carro?
Com certeza não será para o escarro,
Ou escárnio da própria vida, nem as dos outros.
Sem essa de caminhão-kalachnikov!

Se você não está feliz na rota do mundo
Nem nos caminhos da sua mente,
Não se desvie da vida para o abismo,
Matar inocentes não traz felicidade.

Ilusão, acreditar que algum profeta
O acolherá de carona para o além,
Pois pode ser que a sua miragem
Nunca cesse o gesto de sua viagem.

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