Clima quente no GDF. PMs e Bombeiros convocam assembléia

Mobilização PMsPor Chico Sant’Anna

Vai esquentar!

Se já não está fácil para o Buriti lidar com a mobilização dos Policiais Civis do DF, que pedem isonomia salarial com a Policia Federal, a situação pode piorar ainda mais.

As associações representativas dos oficiais da ativa e inativos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do DF convocaram assembléia geral extraordinária conjunta para o dia 17. Na pauta, um único tema: recomposição das perdas salariais nas duas corporações.

Os Policiais Civis, que estão em operação-padrão desde o dia 4 de julho, reivindicam o mesmo reajuste de 37%, em três parcelas, prometido pela União aos federais. Cerca de cem delegados, segundo informa o portal  Metropoles, ameaçam entregar seus cargos se Rollemberg não acatar o pleito. Por sua vez, PMs e Bombeiros não querem ficar para trás. O que for dado aos civis, os militares também querem.

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Policiais e Bombeiros Militares e convocam as corporações para debater recomposição salarial

Segundo informa o jornalista Hélio Doyle, em sua coluna no Jornal de Brasília, a folha de pagamento do GDF está na casa de R$ 27 bilhões. Atender o pleito dos Policiais Civis, pelos dados da secretaria de Planejamento do DF, implicaria num gasto extra de R$ 635 milhões.

Os salários do pessoal da Segurança Pública é paga pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal, que também cobre despesas de Saúde e Educação, dois setores que andam em situação crítica.

Nas redes sociais, mensagens deintegrantes da corporação sugerem que o Fundo Constitucional seja destinado apenas à Segurança. Deixando Saúde e Educação à mercê da receita fiscal do Distrito Federal. O deputado Laerte Rodrigues Bessa (PR-DF), ex-delegado, seria um patrono da proposta junto ao Planalto. Na verdade, Bessa quer a federalização da Segurança Pública do Distrito Federal. Que policiais civis e militares fiquem sob o comando do Palácio do Planalto.

O reajuste dos policiais teria sua primeira parcela em 2017, mas antes disso, o GDF tem que pagar reajustes salariais de 2015. É o caso da rede pública de ensino, que acaba de iniciar o segundo semestre letivo. O temor dos professores é não receber a última parcela de reajuste salarial de 3,5%. Ele foi acertado pelo governo anterior e deveria ter sido pago em 2015. Rollemberg postergou para cair na folha de outubro deste ano e o medo é que ele não cumpra com o prometido. Além de professores, diversas outras carreiras também aguardam esse reajuste. A secretaria de Planejamento do DF informa que nesse ano o impacto do reajuste é de R$ 350 milhões nas despesas públicas e de R$ 1, 5 bilhão, para 2017.

 

Segundo o chefe da Casa Civil do DF, Sérgio Sampaio, sem o reajuste da Civil e o que certamente será pedido pelos Militares, o governo contabilizará ao fim do ano, um rombo de R$ 1 bilhão em suas contas públicas. Grande parte deste rombo está na Saúde, que busca suprir R$ 600 milhões. Se houver concordância dos deputados distritais, R$ 288 milhões poderão vir do redirecionamento das emendas parlamentares ao orçamento, mas a quantia só cobre 48% do necessário.

greve metro

Grevá na Caesb durou quase três meses. No metrô, já passa de 60 dias.

Caixa vazio e reivindicações salariais em alta não dão rima.

O brasiliense já vem enfrentando paralisações, em especial nas empresas públicas, onde as as negociações salariais não vem obtendo êxito. Depois de 89 dias em greve, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) conceda reajuste salarial de 9,8% aos funcionários, retroativo a maio; os funcionários pediam reajuste de 19% em salários, mas companhia ofereceu só 2,5%.

Desfecho semelhante deve ter a Companhia do Metrô onde a greve já ultrapassou os 60 dias. Os metroviários querem reajuste salarial de acordo com a inflação registrada em 12 meses, até abril, estimada em 9%. O grupo também pede a contratação dos aprovados no concurso de 2013. A Companhia do Metrô alega não ter condições de atender as reivindicações e, assim, o impasse continua, prejudicando cerca de 150 mil passageiros todos os dias.

Certamente, a temperatura irá se elevar e Brasília pode se defrontar com grandes manifestações e possíveis greves de servidores. A diferença agora é que Rollemberg já não vive mais de amores com a Câmara Legislativa, que normalmente atua para aparar as arestas. Com 2018 chegando, muitos distritais deverão levantar as bandeiras dos servidores e ajudar a pressionar ainda mais o Buriti.

E o segundo semestre só está começando.

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Brasília - DF, Câmara Distrital, Corpo de Bombeiros, Custo de Vida & Inflação, Direitos trabalhistas, Distrito Federal, Economia & Finanças, Entidades de Classe, GDF, Gestão de recursos públicos, Justiça do Trabalho, Metrô-DF, Orçamento Público, Polícia Civil, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Militar, Salário & Renda, Secretaria de Saúde do DF, Secretaria de Segurança, Segurança Pública. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Clima quente no GDF. PMs e Bombeiros convocam assembléia

  1. KAfa disse:

    Façam com eles o que eles fazem com os professores ,ora,põe as forças armadas pra dar kct,hehhee

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