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Por Chico Sant’Anna

Numa cidade onde mais de 200 mil famílias estão diretamente vinculadas ao serviço público, seja ele federal ou distrital, votar um projeto-de-lei que prejudique o funcionalismo é um risco eleitoral bastante elevado.

No dia 10/8, a Câmara Federal votou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257/16, de autoria do Palácio do Planalto. Para o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) a proposta gera um efeito devastador sobre os servidores.

Sob pressão de trabalhadores, os parlamentares derrubaram várias medidas consideradas negativas ao funcionalismo. Entretanto, foi mantida e até ampliada para 30 anos o atrelamento do crescimento dos gastos públicos anuais à variação da inflação do período anterior.

A medida é um limitador não só de futuros reajustes dos salários por três décadas, mas também de investimentos em setores sociais vitais para a sociedade como Previdência, Saúde e Educação.

Publicado originalmente na coluna Brasília, por Chico Sant'Anna, no semanário Brasília Capital.
Publicado originalmente na coluna Brasília, por Chico Sant’Anna, no semanário Brasília Capital.

Pois a proposta do Executivo recebeu o voto Sim de ampla parcela da bancada candanga na Câmara Federal.

Dos oito deputados, cinco deram apoio às medidas de Michel Temer.

Votaram Sim Roney Nemer (PP), Laerte Bessa (PR), Ronaldo Fonseca (PROS), Rogério Rosso (PSD) e Izalci Lucas (PSDB).
Erika Kokai (PT) e Augusto Carvalho (Solidariedade), oriundos do movimento sindical, votaram Não. O Coronel Fraga (DEM) não votou.

O projeto ainda não foi votado pelo Senado. Como se comportarão os três senadores do DF?

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