3-lencois-ma-dez-2013-114Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

Eu já senti o toque, ressoo,
Vibração desse tempo oco,
Alaridos de colmeias,
Ânsias e cheiros esparsos
De assopros que folheiam.

Ouvi dizer, nas cabeceiras
Engordou-se uma cachoeira,
Caldas novas. Visita anunciada,
Chega atabalhoada, pelos telhados,
Vai até a alma, que já está mais calma.

Em uma semana, para quem ama,
Sabe como o sabiá, que sabe como ninguém
Quando alguém já vai chegar.
Aonde está a lira? Vamos à afinação!
Floridos os jambos, ensaio de ditirambos.

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