ciclovia-com-folhas-secasPor Luiz Martins. Foto de Cecília Sant’Anna

I
Não adiantam caminhos
Com olhos de regra e régua
Horizontes a percorrer.

II
O céu não seja o limite
Quando o amor nos surpreende
Vindo junto com o juízo.

III
A cidade não é nossa,
Por mais nativo o cão
E o aviso que não morde.

IV
Mistério, o amor dos bichos.
Quando já iam ser mortos,
Eis que nos lambem o nariz.

V
Por mais que presto o golpe,
Justiça não vem a galope,
Deus não sobra impaciência.

VI
Não se sabe quando molha.
Mas, que não desista da ara.
Com fé, até no deserto.

VII
Não se aprende pela força.
Ao amor ninguém se obriga.
Gratidão, esconde-esconde.

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