Poema no meio da semana: Hermetismo à flor da pele

filipetas-chinesasPor Ana Rossi

Hermetismo à flor da pele
sonda o meu ser
recubro sensações de antes
revisitadas
e as mágoas secam
e encontram novos mares
cálidos e quentes
para sobreviver

Hermetismo à flor da pele
os enlaces se fazem
mais serenos
mais fraternais
mais reais
a couraça cai
e eu me vejo
diante do novo
meu ser recupera o fôlego
durmo tranquila

Hermetismo à flor da pele
sobrevoa os meus sonhos
nós de antes se desfazem
vou
mais feliz
atenta ao novo/velho
que se renovou

Hermetismo à flor da pele
ecos em mim
partes de mim caem
e meu ser se reorganiza
escalas de tempos somem

Tenho a eternidade diante de mim

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Cultura, Literatura, Poemas & Poesias. Bookmark o link permanente.

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