Rollemberg: só e mal acompanhado

rollemberg-anuncio-nao-reajuste-servidorA foto da entrevista sobre a não concessão de reajuste salarial aos servidores do GDF revela mais do que a crise financeira doGDF. Ela revela o isolamento político do governador.

Ao lado dele, na mesa do anúncio oficial, nenhuma liderança política, nenhum deputado, nem mesmo uma liderança do próprio PSB, já que Jayme Recena, presidente do partido, continua curtindo Las Vegas.

Na campanha eleitoral, Rodrigo Rollemberg montou uma grande coligação. Além de conquistar um bom tempo de rádio e TV, visava uma base político parlamentar sólida. Hoje, ele demonstra estar só.

Na solenidade do aviso oficial, o ladeavam apenas os auxiliares de caráter técnico, envolvidos na matéria: procuradora do GDF, chefe do Gabinete Civil e os secretários de Planejamento e da Fazenda.

Não ecoou pelos eixos de Brasília nenhum discurso politico em apoio ao governador.

Publicado originalmente na coluna Brasília, por Chico Sant'Anna, no semanário Brasília Capital.

Publicado originalmente na coluna Brasília, por Chico Sant’Anna, no semanário Brasília Capital.

Momentos de crises demandam unidade e fortalecimento da equipe de governo. Onde estavam os representantes do PDT, titular da secretaria do Trabalho, e do PSD, que, para o bem ou para o mal, está na vice-governadoria. Cadê a Rede? Ninguém. Nem mesmo da bancada socialista, formada pela distrital Luzia de Paula, e o presidente em exercício da CLDF, Juarezão.

Talvez, seja até por isso, que a página oficial na internet do PSB informe que o partido não possui deputados estaduais/distritais no DF.

Rollemberg inicia o seu terceiro ano de governo com menos apoio político. A CLDF está esfacelada e em crise.

O grupo que o governador escolheu no início de gestão para apoiá-lo, agora é oposição. Um bloco com integrantes do PDT e da Rede, oficialmente base do governo, pressiona-o com mais força do que muitos oposicionistas.

Nas votações, para que as coisas não desandem de vez, o PT tem sido obrigado a dar uma mãozinha ao GDF.

Os políticos gostam de falar em governabilidade. O Buriti parece estar perdendo rapidamente as condições de governabilidade.

Prova disso foi a aprovação pelos distritais por 17 votos favoráveis e sete ausências, de dois decretos legislativos revogando o decreto do governador que restringiam o direito de greve dos servidores públicos locais. O decreto de Rollemberg não recebeu um único voto de apoio.

2017 promete ser um ano economicamente tão difícil quanto está sendo este ano.

A diferença é que até aqui, havia uma unidade mínima de governo. O que todos perguntam é se isso vai perdurar.

O vice-governador, pelas postagens nas redes sociais, parece preferir pedalar sua bike a exercer seu mandato. Rogério Rosso (PSD) já se articula com Tadeu Filippelli. Joe Vale e Chico Leite só pensam em 2018.

Vai ser difícil essa segunda metade do governo Rollemberg.
Como Jayme Recena deve ter ouvido lá em Las Vegas, as apostas estão feitas

Sobre Brasília, por Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
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