carteira-do-trabalho-com-efeitoJovens com menos de 24 anos são os que mais sofrem com a falta de emprego.

Por Chico Sant’Anna, com base no IBGE

O governo Rollemberg vai chegando ao final de seu segundo ano de gestão com graves indicadores sociais. O mais recente é o do desemprego. Segundo o levantamento Condição de ocupação da população do DF do IBGE, o percentual de pessoas desocupadas atingiu seu maior valor no trimestre de julho-setembro de 2016 (8,1%), um aumento de 1,5 ponto percentual, quando comparado ao mesmo trimestre de 2015. É o maior valor desde o início da pesquisa, iniciada em 2012.

Do total de 2.407.000 pessoas com 14 anos ou mais de idade, 50.000 pessoas estão no que popularmente é conhecido como bico. Os economistas chamam de subocupadas. Além de um quantitativo grande, o pessoal que está no subemprego é cada vez mais volumoso em Brasília. Há, segundo o IBGE, um aumento progressivo da quantidade de pessoas subocupadas, gerando maior pressão no mercado de trabalho.

A força potencial de trabalho é composta por dois grupos: pessoas que buscaram efetivamente no período por uma oferta de trabalho, mas não encontraram; e por pessoas que, não haviam realizado busca efetiva por trabalho, mas gostariam de ter um trabalho e estavam disponíveis para trabalhar. No terceiro trimestre de 2016, o total de pessoas na força potencial de trabalho foi de 58.000 (2,4%), sendo mais frequente no sexo feminino (33.000 ou 57% da força potencial).

No DF, são os jovens, com idade entre 14 a 24 anos, as maiores vítimas do desemprego ou subemprego. De cada cem pessoas nessa situação, mais de setenta (71,5% ) pertencem a esse grupo de idade. O mesmo ocorre quando analisada a taxa combinada de desocupação e força de trabalho potencial do Distrito Federal: os jovens de 14 a 17 anos de idade permanecem como grupo predominante (66%), seguido pelos jovens de 18 a 24 anos (33,7%).

 

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