Poema de Fim de semana: Pedrinhas

lencois-ma-dez-2013-editado-86Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

Seixos. Ame-os, ou, deixe-os
[Parafraseando Leminski].
E convidando, de súbito,
Que não sejamos corruptos
E voltemos ao mundo das crianças.

Riquezas, quantas as tínhamos,
Incontáveis na conta do faz de conta.
E que até poderiam contábeis,
Guardadas, conchinhas do mar,
Ou figurinhas de álbum.

Dormíamos abraçados a tesouros
De fazer babar a Ali.
Mas, caso prefiram areias,
Podem ir até às madeixas
Rememorando castelos, no ar.

Para quem for infinito
No seu azul de janelas,
O céu nunca é limite.
E até compramos na planta
Condomínios de nuvens.

Pode também ser que alguém
Cisme de nos acordar
Com perguntas de gente séria,
Ao som de “Que país é este?”
Mas, o Éden nem fica a Leste.
Vem, vamos brincar?

Ouvi dizer que em Pedrinhas,
Pessoas perigosas esfaqueiam
Lembranças de seus melhores dias:
Aqueles em tinham tudo
Sem ‘nada no bolso ou nas mãos’.

Sobre Brasília, por Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Cultura, Fotografia, Literatura, Poemas & Poesias. Bookmark o link permanente.

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