1-parnaiba-barra-grande-pi-dez-2013-4Por Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

Rever lugares, teimar bucolismos.
Indagar dos sonhos passados
Futuras memórias do imprevisível.
Certeza jovem, só as dos plátanos.
Agora urbanos, eles, sim, permanências.

Árvores frondosas fruem estações.
Nós é que somos mimetismos no gerúndio.
As casas antigas se estiolaram.
Letreiros mais vivos assumiram os de outrora.
Novos negócios remodelam-se nos calçadões.

A modernidade contagiou os ambulantes.
O décor de uma certa civilidade, novos estilos:
Os carrinhos de milho e picolés frutas vermelhas diet.
Insistentes, as populares pastelarias e creperias
Disputas de filas com os food trucks.

Cedo, o minuano e seus perdidos pinguins.
Esquecidos os estoques de conchinhas.
Os patinetes, hibernando nas garagens.
Obsoletos carrinhos de bebê
Cederão lugar a bicicletas e reboques.

Acnes anunciam:  o colo do mundo está próximo.
Esparsas notícias de férias muito distantes.
E nós, o que nos mantêm no apegos da província?
O estresse cosmopolita dos aeroportos?
Um dia, por afetos atávicos, os esmaecidos álbuns.

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