greve-terceirizados-gdfCerca de cinco mil trabalhadores terceirizados na limpeza, conservação e merenda escolar da Rede Publica de Ensino do DF estão em greve, por tempo indeterminado.

O motivo: falta de pagamento de salários.

Como a volta as aulas só será em 10 de fevereiro, parece que até lá não há muita preocupação de deixar em dia salários e benefícios.

Empregados das empresas Real JG e Servegel, ainda não receberam o salário de dezembro e o tíquete alimentação e que já deveriam ter sido pagos no dia 06 de janeiro. As empresas Juiz de Fora e G & E Serviços, também não pagaram o salário e o tíquete alimentação do mês e estão inadimplentes desde o ano passado com o pagamento do 13º salário. Parte dos trabalhadores ainda não receberam as férias. Os trabalhadores vão fazer piquete de greve na manhã de segunda-feira (16/01), na porta das Regionais de Ensino do DF.

Hospitais

Os terceirizados da Saúde também passaram por constrangimento semelhante. Após cerca de cinco mil trabalhadores terceirizados na limpeza da maioria dos hospitais públicos do DF terem cruzado os braços em protesto à falta do pagamento do salário e do tíquete alimentação, que deveria ter sido pago no quinto dia útil (06/01), as empresas Ipanema e Dinâmica depositaram o pagamento e o beneficio dos trabalhadores, que já retornaram para os seus postos de trabalho.

A paralisação dos terceirizados da limpeza da Saúde afetou os Hospitais Regionais de Planaltina, Sobradinho, Brazlândia, Paranoá, Taguatinga, Guará, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Samambaia, São Sebastião, da Asa Norte (Hran), Materno e Infantil de Brasília (Hmib), e o Hospital de Pronto Atendimento Psiquiátrico (Hpap),

A direção do Sindiserviços-DF, sindicato que representa a categoria, destaca que a situação dos trabalhadores no Distrito Federal tem se mostrado extremamente preocupante, pois muitos já estão endividados com os constantes atrasos nos seus salários e já não têm como pagar suas dividas que estão cheias de juros. Ou mesmo, parte da categoria já não tem o que comer em suas casas.

O Sindiserviços-DF ressalta que já formulou diversas denuncias às autoridades, sem que alguma medida mais enérgica fosse ou seja aplicada no GDF ou nos patrões que desrespeitam a Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria e a Consolidação das Leis do Trabalho (CCT).

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