out-door-pec-teto-3-closeFotos e texto por Chico Sant’Anna

Fevereiro marca o retorno da vida parlamentar, seja no Legislativo Federal, seja no Distrital. No Congresso a agenda não é muito simpática à sociedade: mudança na Previdência Social, Reforma do Ensino Médio, flexibilização dos Direitos Trabalhistas e muito mais. As entidades da sociedade civil organizada já se preparam para pressionar os legisladores a não retirarem ainda mais os direitos sociais e prometem marcação cerrada nos deputados e senadores. Por sinal, já existem outdoors, espalhados nas ruas da Capital Federal, com o nome e retrato de quem votou favorável ao congelamento do orçamento nos próximos 20 anos. É para que os eleitores não se esqueçam desses nomes. Da bancada de 11 parlamentares só escapam dois da “lista de traidores do povo”: Erika Kokai (PT) e Rôney Nemer (PP).

20130620_201631Campo de batalha

E já que 2017 promete ser tenso, uma comissão especial estuda fórmulas para garantir manifestações políticas na Esplanada dos Ministérios e ao mesmo tempo evitar a violência. É o Comitê de Pacificação proposto pela articulação de parlamentares e movimentos sindicais, populares, logo após as manifestações contra a PEC 55, em 29 de novembro e 13 de dezembro.

Sob o comando da secretária de Segurança, Marcia Alencar, participam do Comitê entidades como as centrais sindicais, organizações estudantis, Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB e representantes do Ministério Público, OAB e das forças de segurança do DF.

A partir da criação de protocolos para a atuação das forças de segurança nas manifestações e combater a violência policial, Alexandre Varela, representante da sociedade civil no Conselho Distrital de Segurança Pública, acredita que o Comitê pode ser um importante instrumento para garantir o livre direito de manifestação sem que Brasília se torne num campo aberto de batalha.

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