Por moradia, MTST ocupa área no Pôr-do-Sol, na Ceilândia

Cerca de 150 famílias ocuparam uma área de no Pôr-do-Sol, na Ceilândia.

Cerca de 150 famílias ocuparam uma área de 270 mil metros quadrados no Pôr-do-Sol, na Ceilândia.

Por Chico Sant’Anna, com informações e fotos da Mídia Ninja

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ocupou, na madrugada de sexta para (4/2), um terreno de cerca de 270 mil m² na região do Pôr-do-Sol, em Ceilândia.

Cerca de 150 famílias estão no local. A ocupação quer a construção de moradias populares dentro do programa Habita Brasília, como forma de cumprimento das diversas promessas já feitas pelo GDF ao MTST – como liberação de terrenos e inscrição na Codhab – ações prometidas, mas jamais executadas.

acampamento-mtst-sol-nascente-fev-2017-3A ocupação é por tempo indeterminado, até que sejam resolvidas as promessas do GDF, e o movimento espera negociação rápida por parte do governo. Em seu perfil nas redes sociais, Guilherme Boulos, uma das principais lideranças nacionais do MTST, a Polícia Militar do Distrito Federal estaria preparando ilegalmente uma operação de despejo ocupação do MTST em Ceilândia, já que não há ordem judicial nesse sentido. “Ameaçam utilizar a força caso as famílias não desocupem o terreno no tempo estabelecido. Não há ordem judicial para o despejo!” – afirma Boulos.

Na manhã desse Domingo, aconteceu a primeira negociação com o presidente da Codhab, Gilson Paranhos, e com o diretor de habitação da companhia, Jorge Gutiérrez. Após diversas rodadas de negociação, sendo algumas diretamente com o governador Rodrigo Rollemberg, o movimento será recebido pelo GDF na segunda-feira (6/2) para tentar chegar a um acordo sobre o cadastramento de cerca de 1.800 famílias em programas habitacionais e a liberação dos terrenos para a construção. Dependendo do êxito desta reunião, é possível que haja uma saída voluntária e o desmonte da ocupação.

acampamento-mtst-sol-nascente-fev-2017-2O MTST apoia, também, a regularização dos condomínios do Pôr-do-Sol e Sol Nascente, que já aguardam há anos a sua legalização por parte do governo. Em comunicadom o MTST afirma que ” o movimento se junta à população do DF na luta contra o abusivo aumento das tarifas do transporte, que chega a absurdos 25% em algumas linhas e já é alvo de duas ações na Justiça. Além disso, cobra do GDF outra postura frente à crise hídrica, já que o governo realiza hoje um verdadeiro racionamento seletivo, priorizando as regiões mais pobres na redução do consumo de água.

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Brasília - DF, Ceilândia, Desenvolvimento Urbano, Desigualdade Social, Direitos sociais, Distrito Federal, GDF, Inclusão Social, Minorias sociais, Miséria & Pobreza, Moradia & Habitação, Movimentos sociais, Por-do-Sol, Regularização e Desenv. Urbano, Sec. de Habitação, Terra & Grilagem, Trabalhadores. Bookmark o link permanente.

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