Poema de Fim de Semana: De nadas

Por Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

 

I
Olhando o palácio, o pedreiro diz:
A minha parte, eu fiz.

II
Cisma o palhaço, extinto o circo:
Brincando, brincando, verdades eu disse.

III
Aparece um gato na aula de ioga:
Boceja, se exibe, se alonga no contorce.

IV
Banquete de gala, a mesa posta.
Sem convites, sentam-se as moscas.

V
Rituais de cura na seita secreta.
Por fim, o silêncio entoa o seu mantra.

VI
“Eu sei”, diz a criança, de presto
À embaraçosa pergunta do mestre.

VII
“Conhece-o de onde?”.
Sancho Pança: “Moinhos-gigantes de lembranças”.

Anúncios

Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Arte e Cultura em Brasília, Cultura, Literatura, Poemas & Poesias. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s