Numa plenária tensa, que reuniu cerca de 150 moradores, a LUOS referente ao Lago Sul foi debatida com os moradores. Foto de Chico Sant’Anna

Por Chico Sant’Anna

Moradores do Lago Sul temem que a Lei de Uso e Ocupação do Solo – Luos. em fase de consulta pública pelo GDF,  promova um ecocídio no bairro. O termo significa extermínio deliberado de um ecossistema regional ou de uma comunidade.

O recado foi dado diretamente ao secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, numa plenária que reuniu cerca de 150 moradores. Pode se dizer que foi uma reunião tensa. Eles não aceitam que residências possam abrigar também atividades econômicas, mesmo que essas atividades sejam desempenhadas por Micro Empreendedores Individuais – MEI, Sobre esse ponto, contudo, houve vozes discordantes e alguns residentes querem poder continuar a registrar suas atividades no endereço residencial.

Publicado originalmente na coluna Brasília, por Chico Sant’Anna, do semanário Brasília Capital.

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O temor é quanto ao aumento de fluxo de veículos – as ruas do Lago Sul não têm saídas – adensamento populacional e insegurança. Também temem que uma maior atividade econômica no Lago Sul e Norte possa afetar o Lago Paranoá que vem sendo apontado como alternativa para combater o desabastecimento hídrico do DF. A Caesb já recebeu autorização para retirar do Paranoá três mil litros de água por segundo. Um projeto emergencial, na Península Norte, vai produzir 700 litros de água por segundo.

Thiago de Andrade assumiu o compromisso com os moradores de acatar as sugestões da comunidade no escopo da futura lei, mas alertou que muitos residentes sairão prejudicados se houver a interdição total do funcionamento dos MEIs. Por um acordo entre governo e comunidade, cerca de quinze estabelecimentos que já funcionam tradicionalmente em lotes destinados a residências, a maioria chácaras, não terão suas atividades suspensas.

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