Por Chico Sant’Anna

Elas estão de volta.

Duas campeãs de votos do Distrito Federal voltam a tentar as urnas em 2018. Atualmente, sem mandatos, Maria José Maninha (Psol) e Eliana Pedrosa (sem partido) vão tentar uma cadeira na Câmara Federal, em 2018. Da última vez que disputaram uma vaga federal as duas tiveram desempenho eleitoral semelhante, na casa dos 50 mil votos. Em 2006, Maninha obteve 3,5% dos votos válidos.

Nas últimas eleições, Pedrosa obteve 3,8%. Pedrosa ainda vai escolher o partido pelo qual irá concorrer, já que deixou o PPS. Maninha, por sua vez, vem com uma missão nacional do Psol que é ajudar a cumprir a cláusula de barreira fixada pela minirreforma eleitoral, aprovada em 2016 no Senado e com potencial vigência para 2018.

Publicado originalmente na coluna Brasília, por Chico Sant’Anna, publicada no semanário Brasília Capital.

Faltando ainda a votação na Câmara, ela define que os partidos devem obter, pelo menos, 2% dos votos válidos para deputado federal em todo o país, sendo que a meta também deve ser alcançada simultaneamente em, no mínimo, quatorze unidades da federação.

Analistas políticos estimam que quatorze partidos com assento hoje no Congresso Nacional, dentre eles a Rede, o PC do B, PPS, PMB, PROS e Psol, terão uma tarefa difícil a cumprir. Ainda mais que as regras eleitorais em vigor reduziram drasticamente o tempo de TV dos pequenos partidos e desobrigou as emissoras de em convidar para debates candidatos de partidos com menos de dez parlamentares federais.

Suicídio eleitoral 

O apoio dos atuais deputados e senadores às propostas de legislativas do governo Temer vem colocando numa saia-justa os parlamentares federais.

Em Brasília, depois de divulgar como “traidores” nomes e fotos dos parlamentares que apoiaram a PEC do Teto dos Gatos Públicos e também da lei que autoriza a terceirização da mão-de-obra em todos os setores, os movimentos sociais estão num corpo-a-corpo intenso. Aeroporto, rodoviária, universidade, outdoors, redes sociais, não importa o local, a palavra de ordem é uma só: “Votou, não volta. Faltando tão pouco tempo para as eleições, como se comportarão os atuais senadores e deputados?

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