Lixo: (Des)Legado da Copa

Novo aterro sanitário de Samambaia. Foto Gabriel Jabur-Agência Brasília

Da coleta diária de 2,8 mil toneladas de lixo, apenas 180 toneladas são recicladas. Distrito Federal recicla apenas 7% do lixo coletado. Assim, o novo aterro de Samambaia pode ter sua vida útil reduzida.

Por Chico Sant’Anna

O GDF pode perder uma bagatela de R$ 21,3 milhões, alocados pelo governo federal para a triagem de resíduos sólidos na capital. Um dos legados do Mundial de Futebol era a introdução de sistemas de coleta e triagem de lixo mais eficientes. O Brasil assumiu esse compromisso nos Caderno de Encargos da Copa do Mundo. No DF, o sistema implicaria na coleta seletiva do lixo urbano e a sua triagem em doze galpões que seriam operados por catadores de lixo, hoje no lixão. O governo federal chegou a alocar R$ 21,3 milhões para a construção dos galpões. Mas os recursos só seriam liberados se fosse implantada a coleta seletiva capaz de gerar um volume de resíduos recicláveis que justificassem o gasto desses milhões.

Movimento Nacional dos Catadores de Lixo solicita que o ministério do Meio-ambiente interfira para que Brasília não perca os recursos destinados a triagem do lixo.

O GDF não montou a coleta seletiva. Hoje, da coleta diária de 2,8 mil toneladas  de lixo, apenas 180 toneladas são recicladas. A maior parte vai para o novo aterro sanitário sob o rótulo de lixo indiferenciado. Assim, o novo aterro de Samambaia pode ter sua vida útil reduzida.

Toda esta história foi levada pelo Movimento Nacional de Catadores de Lixo ao ministro do Meio-ambiente Sarney Filho.

Leia também:

Publicado originalmente na coluna Brasília, por Chico Sant’Anna, publicada no semanário Brasília Capital.

Eles querem a intervenção do ministro para que o GDF não perca a verba federal. Sarney Filho ficou de ligar ao governador Rodrigo Rollemberg para, inclusive, alertar que o método adotado pelo GDF fere a Politica Nacional de Resíduos Sólidos.

SLU

O Serviço de Limpeza Urbana informa que a partir de outubro deste ano, 100% do DF terá coleta seletiva. Dois galpões estão sendo reformados em que outros dois novos serão construídos. Tudo deve estar em operação no início do próximo ano a um custo de R$ 21,7 milhões do orçamento do GDF. Quanto à verba federal, essa seria utilizada para construir três outros galpões pela secretaria de Meio-ambiente, mas que ainda não há um calendário definido.

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Associações Comunitárias, Brasília - DF, Desenvolvimento Urbano, Distrito Federal, GDF, Gestão de recursos públicos, Governo Federal, Meio ambiente, Ministério do Meio-ambiente, Poluição, Reciclagem, Resíduos sólidos, Secretaria de Meio-ambiente. Bookmark o link permanente.

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