Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

Por sentido figurado, com certeza,
Não que venham ao sustento;
Não é para o nosso bico,
Muito menos, serventia de voo,
A não ser de imagens,
Vulcão incessante nos leva
Desde o ufano ao infindo.

Sou, quem não é, fulgores
De Pátria fagueira aos gritos
Fieis e convictos, quando é gol.
Ora direis, ouviremos estrelas, até no azul
Do pavilhão sagrado. Nossos slogans,
Culto barroco do chão nativo.

Ouçam, minha oitiva de sussurros seletivos.
Se é de dor, gemam escandalosamente.
Se é carícia, olhos bem fechados.
Ao chegar aqui, o fado tresvariou de vez
Na perpetuidade do chorinho,
Bandolim achou-se melhor no “cavaco”.

Na entrega, mais que a encomenda.
Em se plantando tudo deu, até alfazema.
E a carne (a melhor do mundo?), quanto vale!
Quanto riso! Ah, quanta alegoria!
Brasil! Nesse ponto, nos saímos muito bem.
A gente esparrama o braseiro na avenida.

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