Ciclista morre no Park Way

Por Chico Sant’Anna

Mais um ciclista morto na Capital Federal. Com este caso, já são dez o número de ciclistas mortos no trânsito do Distrito Federal.
Na noite de terça-feira (2/5), no Park Way, um Peugeot 206 bateu contra uma bicicleta conduzida pelo artista plástico Floriano Sampaio (foto), nas imediações da quadra 17.

O veiculo era conduzido por um motorista sem habilitação. Segundo a Polícia Militar, José Batista de Paula, 22 anos, havia comprado o carro há três dias. Ainda de acordo com a PM, um teste do bafômetro não indicou o consumo de álcool. A PM encaminhou o caso para a 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul. Por conta da falta de efetivos, a 11ª DP, do Núcleo Bandeirante, que atende normalmente o Park Way, não estava funcionando à noite.

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Como artista plástico, Floriano Sampaio se tinha um gosto especial pela produção de esculturas.

O acidente ocorreu nas imediações da residência do ciclista, no conjunto 7 da quadra 17, quando este chegava em sua residência de um passeio. Ele foi assistido pelos bombeiros mas não resistiu.

Floriano Sampaio, 51 anos, é artista plástico. Trabalha com esculturas e é o autor da obra que aparece na foto superior. Ela foi fixada no balão da quadra 17 do bairro. Ele defendia para ali mais do que um simples trevo, desejava um espaço de convivência, um espaço contemplativo. Para aquele espaço, certa vez escreveu:

Ultimamente, Petrônio Sampaio, vinha se dedicando a fazer projetos de paisagismo para os balões e trevos do Park Way.

Com o objetivo de ampliar o conceito do “balão da 17”, foi-me sugerido a utilização de resíduos de árvores abatidas do Park Way, utilizando as ‘bolachas de madeira” como textura para o paisagismo e também confecção de bancos. Um local com finalidades diversas, como antes já foi utilizado para encontro dos moradores. A ideia era boa , com conceitos de sustentabilidade e plasticidade em harmonia.
Um dos pilares do “Manifesto à Natureza”, em sintonia com a proposta do viveiro do Park Way, é a intervenção com plantas do Cerrado floríferas, 40 Calliandras.

Ultimamente, vinha se dedicando a fazer projetos de paisagismo para os balões e trevos do Park Way.

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Sobre Chico Sant'Anna

Sou jornalista profissional, documentarista, moro em Brasília desde 1958. Trabalhei nos principais meios de comunicação da Capital Federal e lecionei Jornalismo também nas principais universidades da cidade.
Esse post foi publicado em Artes Plásticas, Bicicletas, Brasília - DF, Distrito Federal, Mobilidade Urbana, Park Way, Trânsito. Bookmark o link permanente.

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