Por Luiz Martins da Silva

No Corcovado, quem abre os braços sou eu...
 Belchior

O Corcovado não,
Não é um assaltante
E nem por um instante
Fechará os braços
A não ser por um abraço
De amor e compaixão.

Nenhuma ganância por inteiro,
Nacional ou estrangeira,
Justificará a ofensa
De pendurar em mãos santas
A arma da estupidez
E uma sacola de dinheiro.

Por que não ostentam uma capa,
The Guardian, The Economist,
Com a bandeira dos piratas?
Por acaso a torre do Parlamento
É marca de toda a rapinagem
De ingleses pelo mundo?

Por aqui, estivemos solidários
Com todas as vítimas do horror
De Londres a Manchester.
Onde haja violência,
No Rio ou em qualquer Reino,
Estaremos solícitos aos hóspedes.

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