Por Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

Quantas extensas frases e fórmulas para se fazerem diferenças entre
Fel e Mel.

Os amores deveriam começar assim, pelos espinhos, e se encaminharem sempre
Para um “Abismo de rosas” [sobe som de Dilermando Reis].

Nem sempre o destino quer, mas, devíamos nascer mortos e reviver eternos.
Há quem bendiga e bem diga que somente temos nome a partir do batismo.

Versos de pé quebrado por vezes agradam.
Corações quebrados já ficam melhor em inglês melodramático.

Eu juro que já vi a saudade por todos os sentidos, menos pelo tato.
Mas, quanta importância dão a um mísero fonema com fome.

Você disse avião ou gavião?
Neruda é que se queixou da monotonia das rotas,

Pois, aeroplanos não voam acompanhados dos filhotes.
Já uma certa variedade de peixes os carregam pelas costas.

O Brasil é um longo país costeiro, mas, foi mato adentro que me descobri.
Silvícola tardio, hoje me comovo quando grilos cantam por perto.

Por vezes, ouço esturros de feras imaginárias. Vou ver, são humanas.
Mas, nem por isso deixo de tentar convencê-las a jasmins.

E imaginar que tudo isso aqui era Tupi (com direito a vizinhos guaranis).
Um dia, você ainda vai ouvir falar do Peabiru

Que ia de Santa Catarina ao Peru.
E sonhar que andei pelo mundo mais que o Cabeça de Vaca!

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