Com o título “Além do que se vê – A transexualidade e a discriminação no Distrito Federal”, a película, exibida no dia do orgulho LGBT, trata de questões vivenciadas por quatro pessoas trans como aceitação da família

Pesquisas indicam que o Brasil é o país em que mais se mata transexuais no mundo. Um estudo do Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga associação de proteção e amparo dos homossexuais e transexuais do Brasil, mostra que 2016 foi o ano com o maior número de assassinatos de pessoas LGBT. Foram 347 mortes. São Paulo lidera a lista, registrando 49 assassinatos e o Distrito Federal apresentou 6 óbitos no ano passado.

Ainda segundo a associação, a cada 25 horas, um homossexual é assassinado no Brasil. Em 2017, até o início de maio, 117 pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais foram mortas no Brasil em razão da discriminação à orientação sexual. Mas o próprio grupo ressalta que os números são subnotificados, já que faltam estatísticas oficiais.

A ONG Transgender Europe (TGEu) publicou em novembro de 2016 um relatório que indica que o Brasil matou ao menos 868 travestis e transexuais nos últimos oito anos, colocando o país no topo do ranking de países com mais registros de homicídios de pessoas transgêneras.

 Usando esse tema o estudante César Raizer, do UniCEUB, decidiu produzir um documentário com jovens transexuais que vivem no Distrito Federal para o Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo. Com o título “Além do que se vê – A transexualidade e a discriminação no Distrito Federal”, a película trata de questões vivenciadas por quatro pessoas trans como aceitação da família, preconceito e o processo de transição até chegar no gênero desejado. O trabalho será apresentado no dia 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT, às 10hs.

LINK DO VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=2ppZAlDtCPg