Comunidade do Park Way ganha apoio de entidades e ongs para a criação do Parque Córrego do Mato Seco

Cresce o apoio popular a criação do Parque Ecológico Córrego do Mato Seco, nas imediações do Catetinho. Na segunda audiência pública, 28/10, para tratar do projeto de lei de Zoneamento Econômico Ecológico – ZEE-DF, a urbanista Tânia Battella, presidente da Frente em Defesa do Sitio Histórico de Brasília e do Distrito Federal, que reúne cerca de 22 entidades comunitárias do DF – de Taguatinga ao Lago Norte – expressou o apoio dessas entidades à criação de mais esta unidade de conservação.

Em nome de 22 entidades comunitárias do DF – de Taguatinga ao Lago Norte -, a urbanista Tânia Battella, presidente da Frente em Defesa do Sitio Histórico de Brasília e do Distrito Federal, expressou o apoio dessas entidades à criação de mais esta unidade de conservação.

Também o Fórum das ONGs Ambientalistas do DF e o Conselho de Segurança do Park Way – Conseg Park Way se expressaram favoravelmente ao projeto.

Em 2015, a proposta foi formalizada ao Governo do Distrito Federal por meio da Associação dos Moradores e Amigos do Córrego do Mato Seco – AMAC PARK WAY.

A comunidade ressalta que mesmo estando próximo de áreas urbanas e densamente habitadas, o bairro do Park Way, em Brasília, guarda ainda uma riqueza de flora e fauna impressionante.

Nas imediações, instituições como o Ibama vem reintroduzindo animais silvestres, dada a qualidade ambiental do local. A região está inserida na Área de Proteção Ambiental Gama-Cabeça do Veado e abriga vários córregos, responsáveis pelo abastecimento d’água do Lago Paranoá. Pelo menos um terço das águas que chegam ao lago são provenientes dessa APA. Além da quantidade, a água proveniente desses córregos é tida como de melhor qualidade, pois não há ao longo deles unidades industriais nem o uso intensivo de agrotóxico nas atividades agricolas existetes.

Para preservar a nascente de um dos importantes córregos tributários do Ribeirão do Gama, o Córrego Seco, moradores tem defendido há anos a criação de um Parque Ambiental. O Parque teria como área o espaço compreendido pela área verde existente entre as quadras 27 e 28 do Park Way.

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Na segunda audiência pública do ZEE-DF, o presidente da AMAC-Park Way, jornalista Chico Sant’Anna, voltou a cobrar do poder público a criação do Parque, bem como a desocupação de invasões das margens dos córregos do Mato Seco e do Cedro

A proposta ganhou o apoio do senador Reguffe, que em 2016 instou o governador Rodrigo Rollemberg a apadrinhar a sugestão, mas nada mudou. Com apoio da Universidade de Brasília e da Administração Regional, o local vem sendo alvo de reflorestamento. Milhares de mudas já foram plantadas, mas o local proposto ao Parque é alvo constante de queimadas, descarregamento de entulhos e ações da grilagem que ali vem uma ótima oportunidade de faturar com terras públicas.

Também na audiência do ZEE-DF, o presidente da AMAC-Park Way, jornalista Chico Sant’Anna, voltou a cobrar do poder público a criação do Parque, bem como a desocupação de invasões das margens dos córregos do Mato Seco e do Cedro. Foi sugerido ainda que o ZEE-DF aponte para a criação de um código de conduta para moradores que habitam em regiões ambientalmente sensíveis.

Apoio

As pessoas e instituições que desejarem apoiar a proposta de criação do Parque podem mandar emails individuais ou institucionais expressando o apoio a proposta formulada pela AMAC-PARK WAY. Mandem os emails para zee.df.gov@gmail.com com cópia pra Amacorregoseco@gmail.com