Por Chico Sant’Anna

 

Há vinte anos na luta contra as desigualdades sociais, Sobreviventes de Rua, nascido da galera da na Expansão, Ceilândia Norte, no Distrito Federal, é hoje um grupo brasileiro de rap e hip hop alternativo, cuja ideologia é divulgar a desigualdade social brasileira. As letras de suas músicas falam sobre a realidade das periferias urbanas brasileiras, discutindo sobre o crime, pobreza, preconceito social e racial, drogas e consciência política. Formado por Preto Beto, Buda, Henrique Exp e Rebeca Realesa.

Com o objetivo de comunicar-se de forma mais eficaz com o público jovem de baixa renda, o grupo se vale da linguagem da periferia, com expressões típicas das comunidades pobres. As letras de suas canções trazem o discurso contra a opressão à população marginalizada na periferia e procuram passar uma postura contra a submissão e a miséria. Potencializam as apresentações em escolas, espaços comunitários, privados e públicos. E apesar de atuar essencialmente na periferia do Distrito Federal e Entorno, de não fazer uso de grandes mídias, o grupo vendeu durante a carreira cerca de cinco mil cópias de seu álbum com o título: A Revolução dos Humildes, lançado em 2006 e o Aqui Vamos Nós, lançado no ano de 2016.

No momento, o grupo está em estúdio preparando seu terceiro álbum e também a gravação do primeiro DVD, que serão lançados em breve

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O grupo já rompeu as fronteiras do quadradinho do DF e realizou shows em varias cidades do Brasil, com destaque para São Paulo (SP), Belo Horizonte (BH), Maceió (AL), Goiânia (GO), Manaus (AM). E já é reconhecido por personalidades do meio artísticos, como Racionais Mc’s, Martinho Da Vila, Marcelo D2, Tropa De Elite, Mv Bill, Viela 17, Gog e Dexter, com os quais já realizou shows.

Escolas

A popularização na periferia do Distrito Federal e Entorno fez com que os integrantes passassem a desenvolver trabalhos especialmente voltados para comunidades pobres, dentre os quais participaram do projeto criado pela secretaria de educação do Distrito Federal (Rap com ciência), em que o grupo realizou palestras em escolas sobre drogas, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), racismo, violência policial, tendo desenvolvido, em 2010, no Centro de Atendimento Juvenil Especializado do Distrito Federal (CAJE-DF) trabalhos com rimas sobro (ECA), gravaram o clip da musica (A mão de Deus) junto com o movimento social Ação Social Pela Cultura Esporte Lazer Sobreviventes de Rua (ASPCEL-SDR), entre outros temas. Participaram de CDs, entre eles dos grupos Viela 17 (O Jogo) e Tropa de Elite (De role na quebrada)

Nas redes sociais, os cinco vídeos-clipes produzidos pelo grupo apresentam um nível de acesso bem significativo. As músicas alvo das produções foram: A Mão de Deus, Rima Pra Vida, Por Amor, Todos Somos Um e Os Correrias Tudo com o intuito de promover a cidadania por meio de campanhas e ações no meio musical e sócio educativo, ações filantrópicas em benefício de HIV positivos, campanhas de agasalho e combate a fome;

Atualmente, o grupo mantém parceria com a Associação Vila do Sonho, pela qual discute e se posiciona em relação às questões de combate ao racismo por meio do rap, break, grafite e Dj.

Confira aqui o clip de A mão de Deus