Por Luiz Martins da Silva. Foto de Ivaldo Cavalcante

 

O Brasil há de se cumprir
Mosaico de raças, sem racismo.
Não haverá lugar para rabiscos,
Garranchos de intolerâncias.

Não há mais suporte nos troncos,
Os anacrônicos esteios da casa grande.
Nenhum senhorio estará acima da cidadania.
Nenhuma fobia ao que todos somos, espelhos.

Quilombo, hoje, toda a nação:
Confederação de belezas.
O Brasil, finalmente, abraça
A primeira República afro.

Do mais esplêndido berço
Ecoam brados e cânticos
De nossos antepassados,
Presentes, um a um, na oração.

Ordem, irmã gêmea da justiça.
O progresso não é rima
Se há massacres de palmarinhos.
Zumbi, o nosso primeiro herói nacional.