Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

 

Então, mais uma vez, veio o fim do mundo.
Mas, ainda era para daqui a pouco.

Bom humor não custa.
Até um arco é sem ônus de íris.

Enquanto houver tanques,
Carros, motos, barcos e guerras.

O brinde às ilusões
É o porre dos vãos.

Dinheiro e mato, mesmo lastro.
Que sentido propor propina?

O joão-de-barro de barro
Leva o destino no bico.

Nenhum bem-te-vi usa óculos.
Nem por isso, lorotas.

A lua reapareceu, com o fevereiro.
Ninguém mais acreditava.

A melhor fantasia é a real
Possibilidade de todo dia.

Sabe o que pediu a colombina?
Tira a máscara e bota a camisinha.

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