Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Ana Márcia CostaLonga Seraphin

Ridendo castigat mores
 [Rindo, castigam-se os costumes]

Rir ainda é o remédio,
O alívio que nos redime.

Ou se dá o que é da carne
Ou ela é quem engole.

Nos sonhos é que se mascara
A fantasia, desforra.

Encenar o proibido
É voar sobre o abismo.

Por mais absurdo que seja,
Rir é a grande proeza.

Melhor rir de si e do seu.
Aquém e além dos lábios.

Dançar é abrir alas.
O riso leva ao Céu.