Poema de Luiz Martins da Silva. 

 

 

Dom Bosco Azul, Tela em Óleo Linho, de Júlia dos Santos Baptista, 2013.

“Tudo que é vivo quer viver”.
São Francisco de Assis

Corações e mentes em paz
Dispensam aparelhos de Estado.

Dois mil anos depois, todos os dias,
Cristo, ainda, crucificado.

Velho e Novo Testamento não atestam
Se não há versículos nos sentimentos.

De todas as escrituras, basta uma leitura:
Amar o outro como a si. Não as coisas.

Paixão sem compaixão divide,
Segrega, alheia: a indiferença dos egos.

Quem ama não envenena, não mata.
A natureza a tudo provê, menos a sua extinção.