Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

 

[Loas para os que voam]

 

Vocês precisam saber.
Cada pássaro aparece aqui!
São andanças,
Variações de sabores,
Gramatura de afetos,
Idioma de néctar,
Trinos de silenciar folhas.

Livres, não são cativas.
Aí, é quando mais cativam.
Dos ninhos até os nimbos
Doam-se com esmero aos céus.
Amadas, não doem.
Nem a si nem aos pares.
Desvelo, ovos e penugens.

Ave aves, cheias de graça.
Simples, assim. E, são.
Sem nomenclatura de minutos.
O crepúsculo, sim. É um signo.
A Hora do Angelus, pontual.
Por que não ao convite,
Se basta ser avoado

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