Por Luiz Martins da Silva

Do Oiapoque ao Chuí,
O caminhoneiro veio aqui
De posto em posto, indagando
Que que é isto? Onde vamos parar?

Seguir viagem, é um parar e perguntar:
O que farei com a carga?
Eu levo combustível para alimentar
O transporte dos alimentos!

E o vendedor de alimentos
Raciona a venda, pois nem sabe
Se a reposição não chegará estragada
Numa República vencida.

Tudo vai parar. Ninguém vai se mover.
Em tudo, há um “aumento absurdo”.
Os voos não vão voar.
E os nossos sonhos, por enquanto, patéticos,
Quase parando. Mas, o mundo não se acabou,
Só voltou a se acabar. Logo, logo, acordam do fim.