Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Albery Santini

O céu é um segredo só:
Interior, íntimo, indizível.
Lá, sabemos se seremos salvos.

Amar-se é perdoar o Universo,
Ciente dos rios, das rugas
E dos olhos nas constelações.

Temos de sair às suas,
A proclamar os sonhos,
Enquanto o devaneio não vem.

Viver é a utopia de nossos pais.
A Pátria, tanto acena,
Do nascer ao poente das faces.

Eu não era assim, com este rosto.
Posso me chamar Cecília ou Audálio.
Honrar os retratos na moldura livre.

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