Poema de Luiz Martins da Silva. Foto de Chico Sant’Anna

Um gato é faro.
À noite, farol, dois.
Não falta tato.
Mais que olfato,
Rom rons de solfejo.

Radares para Órion,
Felino não pisca.
Bigodes alertas,
Sempre antenas,
Supertelescópicas.

Amigo de afagos,
Coração em rodilhas
De cochilos. A paz,
Diz o [poeta] TT, quem quer
Faz.

O gato, plebeu.
No espelho, alguém.
Tribo dos sem selfie.
Ao vê-lo, menos solitário.
Repousa em novelo.

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