Deixar de sediar jogos da Copa América de 2019 pode resultar na perda injeção de recursos na economia candanga da ordem de R$ 100 milhões. Foto de Chico Sant’Anna.

Por Chico Sant’Anna

 

Enquanto a bola rola na Russia, aqui no Planalto Central o GDF não preparou o ataque e deixou a defesa candanga desprotegida.

Resultado: tomou mais um drible desconcertante da CBF e de castigo, Brasília não será escalada sede de nenhum dos jogos da Copa América-2019.

A bola vai rolar em cinco outras cidades brasileiras, mas o estádio Mané Garrincha, o mais caro do Brasil, estará com os refletores desligado e as arquibancadas vazias.

A CBF anunciou as cinco cidades sedes da Copa América 2019. São elas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador. Até abril do ano passado, a participação de Brasília estava assegurada, mas as secretarias de Esporte e Turismo mais uma vez mostraram-se incapazes de fazer um bom trabalho e deixaram a bola escapar para outras localidades brasileiras. Brasília perdeu o mando de campo.

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A desastrosa defesa de Brasília afeta não só a utilidade do estádio, reduzindo sua ociosidade, mas, principalmente, deixa de incrementar a economia local. Estudos apontam que a cidade poderia receber até R$ 100 milhões com gastos de turistas na rede hoteleira, bares, restaurantes e comércio, além de servir de um belo cartão postal para divulgar as belezas da Capital em toda a América e atrair no futuro mais turistas.

Nas Olimpíadas, os jogos que a cidade recebeu a expectativa era de contar com 300 mil turistas visitando a Capital Federal – até hoje as autoridades não divulgaram o volume exato e definitivo. Em média, com base nos eventos passados, cada turista gasta por dia em Brasília R$ 520,00.

Em todo o mundo, Esporte, Cultura e Turismo são o tripé de um desenvolvimento econômico sustentável, mas os cartolas candangos parecem não dar muita bola para isso.

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