Como neste flagrante da Rodoviária, vias e calçadas guardam armadilhas para os brasiliense. Foto de Uirá lourenço

Por onde o brasiliense passa, a pé ou de carro, as vias e passeios públicos estão esburacados, ondulados, perigosos para o trânsito e para os pedestres.

 

Por Chico Sant’Anna

 

A campanha eleitoral oficial ainda nem teve seu calendário aberto e já tem candidato ao GDF assustado com a herança maldita que vai receber. Não é só a área da Saúde Educação e Segurança que assustam.

Mobilidade Urbana é outro fantasma que assombram os buritizáveis. Além da ineficiência do sistema atual baseada, quase que exclusivamente em ônibus e carro particular – o metrô está longe de responder por uma parcela majoritária dos deslocamentos – há a questão das vias públicas cada vez mais esburacadas com o intenso trânsito de veículos.

O Departamento de Estradas de Rodagem não tem um estudo sobre a real situação das vias públicas sob sua responsabilidade. Nem, tão pouco, quanto custaria para deixar tudo em ordem. Consultado a direção da Novacap, responsável pelos logradouros que não são classificados como rodovias, ficou de apurar a informação.
Mas o certo é que por onde o brasiliense passa, a pé ou de carrou, as vias e passeios públicos estão esburacados, ondulados, perigosos para o trânsito e para os pedestres.

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Uirá Lourenço, do blog Brasília para Pessoas, tem feito levantamento fotográfico das condições tanto das vias públicas, quanto das calçadas para pedestres. O quadro é de descalabro, parece o solo lunar de tantos buracos, colocando até em risco a situação de motoristas e pedestres.

Publicada originalmente na coluna BRASÍLIA, POR CHICO SANT’ANNA, no semanário Brasília Capital.

O mais grave é que não faz muito tempo, o GDF lançou como preparativo para a Copa de 2014 a Operação Asfalto. Vias em todo o Distrito Federal foram recuperadas. A realidade atual sugere questionar a qualidade do serviço e do material aplicado então. Rodovias como a EPIA-Sul, reformada e ampliada para receber o BRT; e o próprio Eixo Rodoviário Sul – o Eixão – estão repletas de buracos. Algumas faixas de rodagem possuem perigosas ondulações. Pelas cidades do DF, o quadro não é diferente e até pior.

O acumulo das vias danificadas assusta aqueles que pretendem assumir o Buriti. Pois quem chegar vai ter a cobrança de colocar tudo em ordem e em pouco tempo. Resta saber como estarão as finanças do GDF, se essas também não estarão totalmente esburacadas.

Instalação de antenas de celulares nas proximidades de residências no Park Way preocupam moradores que não foram consultados.

Linha Cruzada

A instalação de duas antenas de telefonia celular no Park Way deixou moradores do bairro preocupados. As obras, bem próximas a moradias, começaram sem que a administração regional tivesse ciência. Depois de questionamentos comunitários, descobriu-se que a Secretaria de Gestão Territorial e Habitação concedeu a autorização de uso por dez anos, sem que a comunidade tenha sido consultada em audiência pública. Alegam não haver necessidade jurídica para tanto. Pior, a concessão da área foi de forma gratuita para a empresa telefônica multinacional.

Fosse um feirante que quisesse montar um quiosque, teria uma burocracia enorme e ainda ter que pagar taxas de uso aos cofres públicos.