Por Chico Sant’Anna

Dois lançamentos de livros de autores da cidade marcam o segundo final de semana de agosto. O primeiro vai às raízes da criação de Brasília, o segundo, brota das raízes culturais dos primeiros estilos literários do povo brasileiro: Bravos Candangos e Cordelos, Misto de Memória e Imaginação

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Bravos Candangos, é de Conceição Freitas e tem ilustração de Gabriela Bílá.  O livro é um revisitar de uma série de entrevistas feitas por ocasião do 50º aniversário de Brasília. “Fui atrás dos bravos candangos que haviam ajudado a construir um sonho de cidade. Encontrei brasileiros (e estrangeiros) que viveram uma experiência única na história do Brasil e rara na história do mundo. Arquitetos, engenheiros, servidores públicos, mestres de obras, carpinteiros, escutadores do chão, desbravadores dos ermos, vendedores de amor, de flores e de beleza, sábios e loucos, destemidos e sonhadores, homens e mulheres que me contaram uma história extraordinária, cada um do seu jeito. Foram mais de 80 textos publicados no Correio Braziliense entre 2009 e 2010. Reuni 58 deles num livro chamado Bravos Candangos.

Jornalista por 20 anos no Correio Braziliense, Conceição Freitas, manauara, começou sua vida profissional em Goiás. Ganhou a alcunha de Cronista de Brasília. Para ela, a capital federal é mais do que o lugar onde mora é de lá que tira o sentido do que escreve. Ganhou dez prêmios de jornalismo.

O livro será lançado neste sábado, 11 de agosto, a partir das 16h na Banca 308 Sul.

Cordelos, traz 57 cordéis biográficos de grandes nomes da literatura. A capa é do artista plástico Toninho de Souza e as xilogravuras de Goári. Ao falar de seu trabalho, Dourado observa que o objetivo maior é o de homenagear a Língua Portuguesa. Uma das novidades é que o autor lança também seu próprio selo, a Dourados Editores, para ancorar toda a sua obra. Entre os homenageados estão Camões, Fernando Pessoa e José Saramago (portugueses), Leandro Gomes de Barros, Patativa do Assaré e Gonçalo Ferreira da Silva (cordelistas populares) e Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Hilda Hilst, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, Cora Coralina, Oswald de Andrade, Rachel de Queiroz e Ariano Suassuna. E têm raridades como Maria Firmina dos Reis, primeira romancista negra brasileira; e Samuel Rawet, engenheiro que calculou os principais prédios de Brasília.

Sob o signo da invenção, o baiano oriundo de família tradicional de Recife dos Cardosos – Ibititá (região de Irecê), Chapada Diamantina, Bahia, mas residente há 42 anos em Brasília, Gustavo Dourado, de pseudônimo Amargedom, propõe-se a reinventar e, com tal intenção, envereda sua poesia pelos campos da ecologia, da informática, da política, da economia, do cinema, das artes gráficas, da semiótica, da crítica e da sátira, da ironia, da denúncia, da literatura de cordel, de muito mais e de tudo enfim procurando abrir brechas na vastidão de possibilidades que lhe oferecem as palavras e uma prole numerosa de signos icônicos e indiciais.

O livro será lançado neste sábado, 11 de agosto, a partir das 19h, no Carpe Diem – Asa Sul, SQS 104.